4 cuidados diários para melhorar a comunicação com seus filhos

“A sua comunicação é apenas tão boa quanto a sua compreensão sobre a pessoa com quem você está comunicando”. (Dr. Tony Alessandra)

 

Na semana passada, a Altiva Foco em Pessoas publicou o post A importância de uma boa comunicação com as crianças”. Com isso, tivemos a oportunidade de compreender o processo de comunicação e ter claro o porquê devemos primar pela boa comunicação com nossas crianças.

Agora, vamos relacionar aqui alguns itens que podem ajudá-lo na hora de colocar tudo isso em prática. Não é nada difícil de fazer. A única coisa que reforço é que quando queremos mudar a forma de nos comunicarmos com o outro estamos falando de uma mudança de hábitos. Para isso, temos, primeiramente, de ter vontade de mudar e depois nos manter em estado de alerta, de atenção, para ficarmos conscientes das escolhas que estamos fazendo.

Olhos nos olhos

Muitas crianças passam a não dar atenção para o adulto porque não sentem que também recebem atenção. E isso é mais comum do que se imagina. Quer ver uma situação? O filho chama o pai para brincar. O pai, sem voltar o olhar para a criança, fala que está vendo o jornal e que naquele momento ele não pode. Imagine-se no lugar da criança, só que em outra situação do seu dia a dia. Você vai pedir um aumento para seu chefe, entra na sala dele e começa a falar e ele nem sequer olha pra você. O que você sentiria? Provavelmente, você se sentiria péssimo, como alguém que não tem valor e o vínculo que se formaria entre vocês seria muito fraco, sem profundidade. E isso acontece nas nossas famílias.

Para nos comunicarmos bem e sermos assertivos com os outros é fundamental olhar nos olhos, conectar com a alma do outro e mostrar para a criança que, naquele momento, a sua atenção é totalmente para ela. Isso também faz parte da comunicação.

Com isso, além de melhorar a comunicação, porque você foca nas necessidades da criança, você fortalece o elo com outro ser. Se a criança for resistente a olhar nos seus olhos, não desista! Isso é treino, condicionamento. Mas pode ter certeza de que com isso ela terá mais segurança em si mesma e se posicionará muito melhor no lar e com as outras pessoas.

Harmonização necessária

Há pessoas que falam rápido demais, outras devagar demais. Ambos os extremos são ruins porque nos fazem perder a conexão com o emissor. Por isso, ao se comunicar com a criança, mantenha um ritmo harmônico que integre a fala, os gestos e as expressões. Tudo isso faz parte da comunicação, e quando ela é bem articulada a mensagem é melhor assimilada. Estudos na área comprovam essa afirmação e destacam a importância desses elementos até mesmo na aquisição de confiança na relação.

Confirme o que ficou entendido

Outro ponto importante que não podemos deixar de falar é da validação da comunicação. Percebo que pouca gente usa esse recurso valioso e que pode minimizar os problemas da comunicação, tanto entre adultos como entre pais e filhos. A validação é simplesmente a verificação do que o outro compreendeu com a mensagem que você transmitiu, solicitando ao receptor, nesse caso a criança, que repita o que ela compreendeu do que você disse a ela naquele momento. É claro que ela não vai dizer tudo com as mesmas palavras que você usou, mas o conteúdo, o significado devem ser os mesmos.

Por exemplo, seu filho não está indo bem na escola. Você conversa com ele e diz: “Filho, estou muito preocupada com as suas notas na escola. Estão baixas e eu não quero que você tenha de repetir o ano. Gostaria que você se esforçasse mais para melhorar suas notas e se dedicasse mais aos estudos”. Ao pedir que ele repita o que ele entendeu, ele pode dizer simplesmente: “Mãe, você quer que eu me dedique mais na escola”. Ele não disse tudo da mesma forma, mas ele demonstrou que compreendeu a mensagem, que ela foi assertiva e clara. Com esse cuidado, podemos evitar muitos problemas na comunicação entre pais e filhos.

Amor, muito amor!

Acho que esse é o ponto mais importante em tudo, não só na comunicação. Mas, especialmente ao nos comunicarmos, temos de expressar esse amor de forma plena. Digo isso porque o relacionamento entre pais e filhos é difícil, pois envolve interações constantes, para ser mais exata 24 horas. E isso não é fácil. Às vezes, já cansados e estressados com o dia de trabalho, lá vem o filho pedir pra você fazer algo pra ele justamente na hora que você sentou no sofá para ver seu programa na TV favorito. E é por meio da comunicação que demonstramos aos pequenos, de forma quase imediata, o que se passa no nosso íntimo. É nesses momentos que, antes de nos expressarmos com aspereza ou rispidez, temos de lembrar do amor que carregamos pelos nossos filhos para movimentar forças para não soltar palavras que eles não precisam escutar. Digo “precisam” porque normalmente palavras assim não têm nenhum efeito positivo na formação do ser humano.

Reconhecendo as capacidades e as limitações do período infantil, a missão de educar torna-se mais leve porque não vamos ficar “dando murro em ponta de faca”. Em vez de insistir em uma forma de falar com a criança que pode gerar mais choro e briga, procure mudar a fórmula, sempre pensando em como a criança vai receber e decodificar o que você está dizendo a ela.

Se você não leu o post anterior, “A importância de uma boa comunicação com as crianças”, clique aqui e leia esse outro post do blog da Altiva Foco em Pessoas. E aproveite mande a sua opinião sobre os textos e conteúdos que estão sendo publicados para altiva@altivapessoas.com.br