A força e o poder do exemplo

Depois de um tempo sem escrever, estou retomando os textos do blog com força total e com a esperança de que esse ano de 2017 trará muitas coisas boas para todos nós! Vamos começar o ano com muitas reflexões logo no começo para ajudar a despertar em nós, pais e educadores, essa força interior que pode auxiliar na formação moral de filhos e educandos.

Por isso, nesse mês de janeiro, vamos falar sobre “a força e o poder do exemplo”. Muitos reclamam que as crianças não obedecem, não os respeitam, mas será que o motivo não está no exemplo que você não está sendo para os pequenos? Vamos refletir sobre isso! Walter Barcelos, um escritos que direciona seus livros para a formação moral das crianças afirma que “as crianças aprendem e gravam muito mais, vendo e observando o que os outros estão fazendo, principalmente os pais (…).”  Vamos aprofundar um pouco mais sobre isso.

A força do exemplo

Você já assistiu a este vídeo? Se não, assista! Ele demonstra o poder e a força do exemplo na vida das crianças. Utilizei esse material como apoio para fazer um encontro de sensibilização de pais desenvolvido pela Altiva Foco em Pessoas há algum tempo e muitos pais ficaram um pouco chocados com o conteúdo. Mas isso é porque ele mostra a realidade nua e crua. Nós somos a maior referência para nossos filhos!

 

Sinceramente, apesar da surpresa de alguns desses pais, ainda acredito que o exemplo é a coisa mais poderosa na formação dos filhos. O exemplo é um meio ativo e constante de os pais se comunicarem com os filhos, dando indicações à criança de como ela deve se comportar e agir diante dos desafios da vida. E isso ocorre muitas vezes sem mesmo que os pais tenham a consciência do que realmente está acontecendo em pequenas coisas do cotidiano. É aí que muitos pais se descuidam, porque isso requer atenção e disciplina 24h por dia. Significa estar de prontidão o tempo todo, em uma autovigília constante de todas as suas ações e suas palavras.

Quer ver como isso funciona?

Para exemplificar a força do exemplo na vida das crianças, vou contar duas situações que presenciei fazendo trabalho com pais e crianças.

O primeiro aconteceu quando eu estava apoiando uma instituição no desenvolvimento de um trabalho com um grupo de pais de alunos de uma pequena escola. O tema do encontro era justamente esse, o exemplo. Mais ao final da atividade, um dos pais presentes levantou a mão solicitando a palavra e deu o seu depoimento de forma extraordinária. Em suas palavras, ele reconheceu um exemplo negativo que ele e a mulher reforçavam com a filha de cinco anos: eles tinham o costume de falar muito alto e/ou gritar. Ele afirmou que a conversa dentro de casa, entre eles com ou na frente da menina, era sempre em um tom de voz mais alto. Disse que quando a criança estava longe deles já gritavam pelo nome da menina para que ela fosse ao local em que eles estavam.

Com isso, ele reconheceu que, por causa disso, notava que a filha começava a falar mais alto em todos os lugares que ia e ele percebeu que ela apenas estava seguindo o exemplo dado por eles. O mais interessante é que ele ressaltou que somente naquele momento do encontro, com as reflexões que levamos para o grupo durante o encontro, é que começou a ter noção de que a atitude de falar alto dele e da esposa tinha um grande reflexo na vida da filha.

Mais um exemplo

A segunda situação que ilustra o poder do exemplo que presenciei foi em um trabalho com crianças que faço há algum tempo. Um dia, acolhi uma criança com um comportamento muito agitado e agressivo e comecei a observá-lo. Após algumas semanas, o comportamento do menino continuou da mesma forma e procurei a mãe para conversarmos. Durante a conversa, ouvi o relato de como o pai era duro com o menino e não tinha muita paciência. Ele ficava pouco em casa e gritava muito com ele, chegando a ser agressivo verbalmente. Enquanto conversávamos, a mãe demonstrava que tentava manter a paciência com a criança, mas percebei que ela fazia as interferências com o menino sempre com um tom de voz alto e agressivo.

Percebi muita agitação e agressividade tanto na sua fala como em seus gestos, o que poderia reforçar esses fatores no convívio familiar. Notei então que todo o contexto daquela família reforçava a agitação e a agressividade. E a criança agia e reagia dessa forma porque era essa a forma de se relacionar com os outros que ele conhecia e vivenciava.

Esses dois exemplos ressaltam um ponto principal: nenhum dos pais se dava conta de como o comportamento diário deles refletiam diretamente nos filhos. No primeiro caso, o pai toma ciência disso durante um trabalho em grupo que tratava do assunto. Se não fosse isso, talvez ele ainda não tivesse se atentado para esse fato. Isso ilustra como é a nossa realidade. As coisas acontecem “bem debaixo do nosso nariz” e, muitas vezes, não conseguimos perceber.

Comportamentos automatizados

Isso ocorre porque estamos acostumados a fazer as coisas por costume ou hábito. Entramos em um ciclo de comportamentos automatizados, seja porque fomos acostumados ou porque nos acostumamos a eles sem refletir sobre o impacto que eles possuem em nós e nos outros. E prepare-se para o que vou dizer: esse tipo de situação é mais frequente do que você imagina.

Desde a infância, todos nós desenvolvemos ou adquirimos diversos costumes e hábitos, sejam eles positivos ou negativos, e como pais é importante estarmos mais atentos ao tipo de estímulo que estamos enviando e alimentando nas crianças e jovens. Um conhecimento antigo da humanidade diz que não devemos fazer ao o outro aquilo que não gostaríamos que fizessem conosco. E isso é totalmente aplicável à vida em família. Os pais não devem sustentar comportamentos que reprovariam em seus filhos. A criança aprende com a explicação das regras e com os ensinamentos morais, mas é pela observação e pela interação com outras pessoas e principalmente com seus pais que ela assimila esses conteúdos. É esse o caminho que os pais devem trilhar para auxiliar os filhos a construir o seu comportamento moral.

Associação de conceitos

Para ilustrar isso, imagine o seu filho como um jarro de água limpa, pura e cristalina. De repente essa água é misturada com um pouco de água suja, com muito barro e terra. O que acontece? A água do jarro será contaminada e ficará suja também. É isso que você faz com a sua criança quando fornece exemplos negativos. Nunca se esqueça de que você influencia de forma poderosa a mente e o coração de seus filhos todos os dias, se você não exercitar práticas positivas e construtivas a todo o momento os maus exemplos enfraquecerão todo o resto.

Se você deseja ler mais sobre a importância e força do exemplo na vida em família, continue a acompanhar o blog da Altiva Foco em Pessoas. Semana que vem vamos continuar a falar desse assunto que é tão importante para auxiliar na solidificação de atitudes positivas dentro do lar. Contamos com a sua participação!

Quer nos contar sua experiência com seu filho e trocar mais informações sobre a importância do autoconhecimento na criação dos filhos, clique aqui e escreva para a Altiva Foco em Pessoas. Será um prazer trocar informações com você. Até breve!