A força e o poder do exemplo: visto de outro lado

No post anterior, denominado “a força e o poder do exemplo”, que publicamos aqui no blog da Altiva Foco em Pessoas, falamos um pouco do impacto que nossas atitudes e comportamentos possuem na criação e formação da educação moral dos filhos. Você sabe por que isso acontece?

Crianças são como uma esponjas

Todo mundo já deve ter ouvido falar que as “crianças são como esponjas”. Isso é a mais pura verdade e existe uma explicação para isso. Desde o nascimento, a criança capta e identifica os sinais que o mundo transmite. Quando bebê ela já consegue captar gestos e expressões faciais e, com o desenvolvimento de suas habilidades motoras, passa a repeti-las. Depois, com o desenvolvimento da fala, algumas crianças viram verdadeiros “papagaios”, repetindo tudo o que ouvem. E é nessa dinâmica que a criança vai aprendendo coisas novas: observando, ouvindo e repetindo.

Por isso, na fase entre zero e sete anos, a criança demonstra características específicas que facilitam essa interação tão direta. A criança nessa fase está totalmente aberta e recebe sem questionamentos todo o tipo de estímulos, fazendo o seu aprendizado com todos os seus sentidos. Além disso, nesse período a criança está mais ligada à família e suas principais referências de comportamento estão dentro do lar. Para ela, a família representa o seu ninho, o local onde ela se sente segura e protegida. Por isso é que a imitação é tão presente.

O que acontece na prática

Para ilustrar isso, sugiro o vídeo abaixo. Ele mostra um pai que ensina e canta a música “Como é grande o meu amor por você”. No vídeo podemos observar que o pai canta e gesticula e a filha o imita, fazendo logo em seguida tudo o que ele faz.

Fica claro que os pais são as principais referências para a criança, estimulado que ela imite seus comportamentos. É por isso que muitas vezes vemos as crianças desejando usar a roupa, calçados ou acessórios que o pai ou a mãe usam normalmente. Eles querem ser como os pais, pois criam um espelhamento direto com os eles.

Espelhamento

Quando falamos de situações amenas e descontraídas, o espelhamento das atitudes dos pais é até divertido. Porém, dependendo da situação, isso pode refletir negativamente no comportamento dos pequenos, ainda mais quando eles passam da fase da primeira infância. Isso acontece porque, à medida que a criança cresce, a referência materna e paterna é mantida, ou seja, a criança continua tendo como principal referência os pais. Mas a partir dos oito ou nove anos a criança passa a desenvolver outras habilidades e processos cognitivos. Com isso, ela passa a perceber as divergências entre o falar e o fazer, ou seja, entre o que eu digo e o que realmente faço, entre o meu pensar e o meu agir.

Para ilustrar isso, vou contar rapidamente um fato que presenciei. Certa vez eu conversava com uma amiga em sua casa. O ambiente estava tranquilo e os filhos dela brincavam na varanda do apartamento, próximo à sala. Começamos a conversar e, em um dos assuntos, a mãe das crianças fez um comentário mais ou menos assim: “Não gosto desse tipo de lugar. Não quero meus filhos convivendo com esse tipo de pessoas”. Na mesma hora a menina mais velha chamou a mãe e disse: “Mamãe, você sempre não fala para não falarmos assim das pessoas, que é feio julgar os outros?”. A fala da menina foi certeira. A mãe imediatamente tomou consciência do que havia dito e assumiu o seu erro.

A grande verdade

Pois é! Já ouviu falar que “uma ação vale mais que mil palavras”? E para as crianças isso realmente é uma grande verdade. As incongruências entre o falar e o agir criam um nó na cabeça das crianças. Elas pensam assim: “Bem, meus pais falam que deve ser assim, mas fazem assado”. Com isso surgem dúvidas! Se essas questões não forem trabalhadas desde a infância, quando a criança se tornar um adolescente você terá problemas. Porque nessa fase ela questionará tudo o que você falar e não estiver condizente com a sua ação. Por isso, se você percebe que precisa alinhar o seu falar com o seu agir, pare e faça as mudanças necessárias agora, quando ainda há tempo. Com certeza alinhar os exemplos que você dá aos seus filhos com o seu discurso será de grande valia para a formação moral deles.

E aí, gostou deste conteúdo? Mande a sua opinião para que eu possa direcionar o material que está sendo estruturado aqui no blog da Altiva Foco em Pessoas para você. Nosso e-mail é altiva@altivapessoas.com.br.

Na semana que vem vamos continuar falando sobre a importância do exemplo na criação dos filhos, mas trazendo conteúdos mais práticos que você poderá colocar no seu dia a dia. Fique ligado no Facebook ou no Instagram da Altiva Foco em Pessoas, pois toda sexta-feira tem conteúdo novo no blog.

Até a próxima!